Segundo informações apuradas nos bastidores do poder municipal, a crise interna na administração de Alto Taquari teria se intensificado nos últimos dias e poderia resultar em mudanças tanto no Executivo quanto no Legislativo. Ainda conforme essas informações, o vereador licenciado e atual secretário municipal de Saúde, Michel Lucas, avaliaria a possibilidade de deixar o cargo no dia 31 de janeiro, caso não ocorra uma retratação por parte de Lairto Sperandio, esposo da prefeita Marilda Sperandio.
De acordo com relatos atribuídos a fontes ligadas à gestão, o desgaste teria aumentado após um desentendimento envolvendo Michel Lucas e Lairto Sperandio, relacionado a divergências sobre assuntos administrativos ligados a pagamentos. O episódio teria causado um abalo na relação política e institucional entre o secretário e o núcleo mais próximo da administração municipal.
Ainda segundo essas informações, Michel Lucas teria manifestado a interlocutores que não se sentiria confortável em permanecer à frente da Secretaria de Saúde caso a situação não seja politicamente esclarecida ou resolvida. Sua permanência no cargo estaria condicionada, conforme os relatos, a algum tipo de retratação formal ou política. Sem isso, a possibilidade de saída ao final do mês estaria sendo considerada.
Nos corredores da Prefeitura, o cenário é descrito por interlocutores como um ponto de tensão elevado. Há avaliação interna, segundo as mesmas fontes, de que uma eventual saída do secretário poderia desencadear reflexos na dinâmica administrativa e política da gestão, evidenciando disputas internas e dificuldades de articulação.
Procurado pela reportagem, Michel Lucas não confirmou as informações. Em tom descontraído, afirmou apenas que poderá conversar com a redação em outro momento. A postura foi interpretada por agentes políticos como um indicativo de que nenhuma decisão estaria completamente definida, dependendo dos próximos movimentos do Executivo.
Reflexos no Legislativo e incerteza sobre Liquinho
Segundo informações que circulam no meio político, a eventual saída de Michel Lucas da Secretaria de Saúde e um possível retorno ao mandato de vereador também gerariam incertezas no Legislativo municipal. Atualmente, a cadeira é ocupada por Heliton Júnior (Liquinho), suplente de Michel Lucas.
Caso esse retorno venha a ocorrer, Liquinho poderia perder o mandato, passando a enfrentar um cenário de indefinição política. Nos bastidores, as especulações giram em torno de qual seria a postura da gestão: eventual reinserção política, realocação em outra função ou um possível afastamento do núcleo governista.
Procurado pela reportagem, Liquinho informou que não tinha conhecimento sobre essas movimentações e afirmou ter sido surpreendido pelas perguntas relacionadas à matéria, destacando que não foi comunicado oficialmente sobre qualquer mudança.
A indefinição contribui para um ambiente de instabilidade política e reforça a percepção, segundo interlocutores, de que a situação ultrapassa o campo administrativo, alcançando diretamente a composição política do governo municipal e da Câmara de Vereadores.








