O presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), Henrique Lopes, afirmou que a ausência de recomposição salarial dos servidores públicos estaduais representa uma decisão política do governo estadual e não um problema orçamentário. Segundo ele, o Estado ainda mantém uma dívida acumulada de 19,52% referente à Revisão Geral Anual (RGA), impactando diretamente os profissionais da educação.
A declaração foi feita durante coletiva de imprensa promovida por entidades sindicais que representam os servidores públicos estaduais. Na ocasião, foi destacada a preocupação com a continuidade da desvalorização salarial, especialmente no setor educacional, que enfrenta perdas inflacionárias acumuladas ao longo dos últimos anos.
De acordo com Henrique Lopes, o orçamento estadual prevê arrecadação suficiente para assegurar o pagamento da recomposição salarial aos servidores. Para o dirigente, a falta de negociação por parte do governo tem provocado o acúmulo de correções não pagas, criando um efeito progressivo de aumento da dívida salarial.
“O problema não é a falta de recursos, mas a ausência de vontade política. Quando o governo não negocia, cria uma bola de neve que se reflete na desvalorização dos profissionais da educação e no enfraquecimento da escola pública”, afirmou.
O Sintep-MT defende que a recomposição salarial é uma medida essencial para a valorização dos trabalhadores da educação e para a garantia da qualidade do ensino público em Mato Grosso. As entidades sindicais alertam que a manutenção dessa política pode gerar impactos duradouros tanto para os servidores quanto para o sistema educacional do Estado.